Salvador: uma cidade para ser conhecida a pé

Sou das pessoas que acredita que caminhando por um lugar se consegue ver a essência dele. Por isto, nos 11 dias em que estive na Bahia, andei muito a pé e aproveitei a oportunidade para conhecer pessoas e ver com os moradores locais enxergam e transitam pela cidade.

Da Barra, onde eu estava hospedado, é possível chegar até o centro a pé. Não tenha dúvidas. Eu fiz isso. Gasta-se uns 40 minutos. Aprecie este tempo. Vá com calma e aprecie vários lugares interessantes da cidade.

Do Farol da Barra, você pode pegar a Avenida 7 de setembro, em direção ao Centro. Passará pelo Corredor Vitória, uma rua conhecida pelos prédios de luxuosos, moradia de varias celebridades do Brasil. Nessa rua encontrará o Museu Carlos Costa Pinto e o Museu de Arte da Bahia. Se você tem um pouco de tempo, entre no Museu Geológico da Bahia. Descendo as escadas, você vai encontrar um cinema com um lindo café ao ar livre, decorado com pedras minerais. Vale muito a pena parar para descansar e tomar alguma coisa.

Continuando pela Avenida chegará a Campo Grande. Ali,você encontrará a Praça Campo Grande e o Teatro Castro Alves. Na mesma região, encontrará o Teatro Vila Velha. É um bom mirante para a cidade e o mar, além disso, tem uma ampla área verde com árvores antigas. Também vai encontrar a Casa d’Italia, a Praça da Piedade e finalmente a Praça Castro Alves. Outro ótimo mirante da Cidade Baixa. Na frente da praça, há um cinema do Banco Itaú, a entrada no terraço é liberada e o visual ali é ainda melhor.

Viewpoint Cinema Itaú

Caminhando mais uma quadra, você chegará numa praça onde fica o Elevador Lacerda, o Palácio Rio Branco (não perca as exposições de arte neste ponto)  e o Palácio Thomé de Souza. Todos eles com arquitetura digna de admiração. E agora uma dica muito importante: na entrada do elevador há um ponto de informações turísticas, ali você pode pedir mapas de Salvador e do Pelourinho.

Do lado do ponto turístico, ficam os sorvetes da Cubana. É o melhor sorvete de fruta que já experimentei. Recomendo muito o sabor de coco (uma bola R$ 6,60 RL – duas bolas R$ 7,50). Se você está procurando uma opção mais econômica, na praça pode comprar picolés de fruta por R$ 1,25, também são muito bons. Recomendado fortemente o de açaí!

Para ir ao Mercado Modelo, tem que descer pelo elevador (R$ 0,15). Aproveite para tirar fotos da Cidade Baixa enquanto está na praça, pois o elevador é fechado e não panorâmico, como as pessoas acreditam. Saindo do elevador, atravessando a rua chegará ao Mercado. Ali poderá comprar artesanato, comidas típicas e todo tipo de lembrancinhas de Salvador e do Brasil em geral. Aproveite para comprar as fitas do Senhor do Bom Fim (12 -14 fitas por R$ 1). Em outros lugares você pagará mais caro.

Na Cidade Baixa você pode ir ao Museu de Arte moderno da Bahia (MAM). Ele fica a 20 minutos a pé do mercado. No entanto, as autoridades não recomendam aos turistas fazer esse trajeto a pé. Nem sozinhos, pois é perigoso. Também não tem parada de ônibus até lá. Então ou você pode pegar um taxi ou seja teimoso (como eu) e caminhe. Pessoalmente não achei perigoso, mas vale a precaução.

O MAM tem uma “praia privada” que está aberta para os visitantes. Você pode tomar banho de mar lá. Aos sábados tem show de Jazz às 18h (entrada franca). Descendo pelo caminho de pedras até o estacionamento, encontrará um dos melhores pontos para ver o Pôr do sol em Salvador.

Sunset

Voltando ao mercado, pode pegar um taxi até a igreja do Senhor Do Bom Fim.

Uma pequena pausa para falar sobre os taxis

Os táxis tem taxímetro com duas bandeiras. A primeira é para dias úteis das 6h ate às 21h, e a bandeira dois começa no sábado às 14h até a segunda-feira às 6h e também se aplica para traslado ao aeroporto e durante o mês de Dezembro.

Retomando. Pegando um táxi do mercado até a igreja, num sábado à tarde sai ao redor de R$ 24.

Algumas pessoas falam que não vale a pena ir até a Igreja pois fica longe e tem que pegar táxi. Realmente, ao chegar lá, obviamente, não tem mais do que uma igreja (coisa que para alguns não tem significado nenhum). Se você tem pouco tempo em Salvador, talvez seja uma boa ideia deixá-la de fora.

Por outro lado, a igreja faz parte das tradições da cidade, e se você é das pessoas que gosta de conhecer todos os pontos turísticos de um lugar, não pode perder este. Não esqueça de fazer seus pedidos ao Senhor do Bom Fim amarrando uma fita nas grades da igreja. São três nós e um pedido por cada nó. Se esqueceu de comprar as fitas no mercado, recomendou-lhe comprá-las nas lojas religiosas que tem do lado da igreja, pois são mais baratas do que nas barracas na frente dela. Além disso, nessas lojas poderá encontrar tudo o que é relacionado ao Candomblé.

Voltando ao mercado e subindo o elevador, você pode entrar no Centro histórico (Pelourinho). Cheio de cor e uma bela arquitetura colonial barroca portuguesa foi reconhecido como Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco. Popularmente conhecido por ser o cenário do clipe de Michael Jackson They Don´t Care About Us junto ao Bloco do Olodum.

Além disso, não perca nenhuma ruazinha do Pelourinho, todas valem muito a pena. No entanto tome cuidado à noite, pois algumas delas são perigosas. Caminhando pouco além da Igreja Do Carmo, chegará ao Forte de Santo Antônio. Dali pode se ver o Porto atual de Salvador.

Voltando a Pelourinho, não deixe de entrar na Galeria Solar do Ferrão. Um espaço cultural e artístico lindo demais. Também na Fundação Casa de Jorge Amado, famoso escritor Brasileiro. As quartas-feiras a visitação é de graça.

Em frente às escadarias da Casa de Jorge Amado, você pode tomar um suco de limão com coco (copo de R$ 3 e R$ 5). É tão bom que ficou famoso na cidade toda. Não perca! Também pode tomar um suco de cacau (R$ 7), no Café Brasil, na rua Alfredo de Brito.

Pelourinho

No Terreiro de Jesus, em frente ao Museu Afro-Brasileiro, tem um bar típico de cachaça chamado O Cravinho. A especialidade é a pinga de cravo e a de canela. Muito boa!

Quanto à comida no Pelourinho, há vários restaurantes à la carte e alguns Buffet a Quilo. No Terreiro de Jesus encontra-se a Cantina da Lua, restaurante reconhecido na cidade, atendido pelo famoso Clarindo Silva (defensor da cultura negra amigo de famosos cantores brasileiros que ali tocavam suas músicas). O buffet a quilo custa R$ 2,80/100g e o PF R$ 15. A comida é típica baiana e é bem gostosa. No entanto, você poderá ter uma dor de cabeça na hora de pagar, pois o sistema de comandas é confuso até para os funcionários. Eu esperei 20 minutos na fila para pagar. Definitivamente, não é uma boa se você não tem paciência.

Um pouco mais para frente, na rua J. Castro Rabelo, há outro restaurante a quilo (R$ 1,80/100 g). Se você quer economizar ainda mais, antes de entrar no centro histórico, há vários restaurantes com PF (que variam entre R$ 8 e R$ 10) nas ruas ao redor do Elevador Lacerda.

Se você quer saber um pouco mais sobre minhas experiências gastronômicas fantásticas e baratas leia post específico aqui, além disso, utilizei o sistema de transporte público para baratear minha viagem (leia post qui), conheci praias incríveis (leia aqui) e estive na Praia do Forte, um lugar incrível (confira aqui).

Cristian Figueroa

Versión en Español

English Version

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10 comentários sobre “Salvador: uma cidade para ser conhecida a pé

    1. Oi Aline, Obrigado pela mensagem! Salvador é uma cidade cativante. Espero voltar algum dia.
      Assina o newsletter para receber os meus relatos no seu e-mail. Espero escutar mais de você, sua alma de viajante é muito bem-vinda!
      Um grande abraço!
      Figue

      Curtir

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